Clínica Dr. Lucas Moura

Especialista em Endocrinologia pela Universidade de São Paulo | CRM 125.324
CLÍNICA MÉDICA RQE 36686 | ENDOCRINOLOGIA & METABOLOGIA RQE 36687
Diabetes Tipo 2
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O diabetes Mellitus tipo 2 é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue.

O pâncreas, órgão localizado atrás do estômago humano, produz hormônios essenciais ao sistema digestivo. Quando sobe o nível da glicose no sangue,  as células do pâncreas produzem insulina que transforma esse “açúcar “em energia ou gordura, reduzindo o nível de glicose (taxa de glicemia) ao normal.

O DM2 é uma das doenças crônicas mais comuns, acometendo  cerca de 8% a 10% de nossa população. Quando não é adequadamente controlado, pode causar problemas vasculares, acometendo olhos, nervos, rins e coração (por aterosclerose – excesso de gordura nas artérias). Por outro lado, o controle adequado da glicemia e de outros fatores de risco vasculares, tais como hipertensão arterial e elevação do colesterol no sangue, previne o surgimento e progressão dessas complicações.

Estatísticas

O DM2 é o mais comum entre os tipos de diabetes, correspondendo a 92 casos a cada 100 (há ainda outros, com destaque para o tipo 1, que representa cerca de 10% dos casos). O DM2 acomete mais os adultos, mas também vem sendo observado, nas útimas décadas, em jovense crianças. Isso porque a vida urbana tem levado as pessoas a serem mais sedentárias, consequentemente surgindo maior número de indivíduos com sobrepeso e obesidade, fator que pode desencadear a doença.

Quais as principais causas do DM2?

Para que uma pessoa adquira a doença, é necessária a existência de uma predisposição genética associada a fatores ambientais, com destaque para o sedentarismo e excesso de peso.

Ou seja: todas as pessoas com sobrepeso, obesas ou que tenham familiares com diabetes, o que chamamos de geneticamente suscetíveis, estão no chamado grupo de risco.

A hiperglicemia ocorre quando surge a deficiência total ou relativa da insulina. O diabetes também acontece quando o efeito desse hormônio é insuficiente (apesar de ser encontrado em circulação em níveis até elevados), resultando na chamada resistência à insulina. Esses defeitos, tanto da deficiência quanto da ação da insulina, podem estar presentes isoladamente ou em conjunto no mesmo paciente.

E quais são os principais sintomas?

Os sintomas podem ser leves e passar despercebidos por muitos anos, por isso diz-se que o diabetes pode ser “silencioso”. Quando presentes, as manifestações mais comuns são: sede exagerada, aumento do volume urinário, cansaço excessivo, dores nas pernas, perda de peso, fome acentuada e visão embaçada.

Como é feito o diagnóstico?

Através das dosagens de glicemia (glicose no sangue), hemoglobina glicada ou por um exame conhecido como teste oral de tolerância à glicose, quando o paciente ingere uma quantidade padronizada de glicose, cujas taxas são dosadas no jejum e duas horas após. Existem valores definidos para o diagnóstico em cada uma dessas estratégias. Quando os sintomas típicos estão presentes, muitas vezes, uma simples dosagem de glicemia, mesmo fora do jejum, já pode definir o diagnóstico.

Como tratar o paciente com DM2?

O tratamento consiste em uma dieta balanceada (individualizada), exercícios físicos e, quando for o caso, medicamentos, desde que prescritos por um médico.

Os exercícios são essenciais e ajudam no controle da doença. É importante fazer um programa individualizado baseado nas características de cada paciente, como idade, capacidade física e lesões em outros órgãos que possam coexistir.

Quanto à dieta, uma alimentação saudável rica em fibras, grãos integrais, legumes, verduras e frutas, além da diminuição de carnes ricas em gorduras e embutidos, já pode auxiliar na melhora de saúde. Entretanto a dieta deve ser especifica para cada paciente e orientada pelo profissional médico ou nutricionista que o acompanha.

Sobre os medicamentos, existem inúmeras opções, e podem ser orais ou injetáveis, como a própria insulina. O objetivo principal do tratamento é o controle adequado da taxa de glicose e da hemoglobina glicada (HbA1C), que é um exame que reflete a média das taxas de glicemia nos últimos dois a três meses antes da coleta.

As complicações secundárias ao diabetes mellitus tipo 2 e seus perigos

O DM2 pode acarretar vários problemas de saúde. É importante ressaltar que as complicações ocorrem quando as taxas de glicemia estão sem controle adequado por um longo período de tempo.

Retinopatia Diabética

Caracterizada pelas alterações na retina dos olhos, com lesões nos vasos que irrigam esse tecido, podendo acarretar pequenos sangramentos e levar à perda da visão. O exame rotineiro do fundo de olho pode detectar essas alterações precocemente, propiciando a chance de tratamento em fases ainda iniciais.

Nefropatia Diabética

Caracterizada pelas alterações nos vasos dos rins, causando a perda de proteína na urina acima dos valores normais; está frequentemente associada à hipertensão arterial, podendo levar a uma lenta redução da função do órgão culminando na insuficiência renal crônica e consequente hemodiálise. Essa alteração é controlável, existem exames para sua detecção precoce, favorecendo o tratamento específico e impedindo, na maioria dos casos a evolução da doença.

Neuropatia Diabética

Comprometimento dos nervos, que leva a alterações de sensibilidade (aumento ou redução da percepção do tato, dor, temperatura etc), principalmente nas pernas, pés e mãos. Além da avaliação clínica, alguns exames específicos podem detectar essas alterações em estágios precoces.

Doença Cardiovascular

Comprometimento dos vasos que irrigam o coração (coronárias) e o cérebro (carótidas), podendo levar ao infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, além de obstrução de artérias das pernas, podendo levar a amputações .

Pé Diabético

Ocorre quando existe perda ou alteração de sensibilidade nos pés, com comprometimento simultâneo da irrigação, podendo levar a úlceras e até quadro de amputação.

É possível evitar o surgimento ou controlar a evolução das complicações do DM2?

Sim, importantes estudos médicos da atualidade mostram que é possível controlar e evitar a progressão da maior parte das complicações do diabetes. Para isso, é necessário manter as taxas de glicemia controladas, além de outros fatores de risco, como hipertensão arterial e elevação do colesterol sanguíneo. Existem exames preconizados que devem ser realizados regularmente e que detectam precocemente essas complicações, possibilitando o tratamento adequado.

VERDADES

1. O bom controle do diabetes e dos fatores de risco como colesterol e hipertensão arterial protegem contra as complicações da doença.

2. Atividade física ajuda no controle da glicemia. É um dos pilares do tratamento, mas deve ser prescrita pele médico.

3. A hipoglicemia pode ser perigosa para a saúde. É importante identificar esses episódios e, justamente com o médico, entender a causa para prevenção de novas ocorrências.

4. Existem vários tipos de medicamentos orais para o tratamento do DM2. O médico pode escolher o melhor para cada caso e, muitas vezes, fazer associações de duas ou mais medicações orais.

5. Pessoas com a condição intermediária entre a normalidade e o diabetes, conhecida como pré-diabetes (identificada por exames de sangue), podem não evoluir para diabetes. Para tanto, é importante manter o peso adequado e fazer atividade física regular, além do uso de algumas medicações sob orientaçãoo médica.

MITOS

1. “Comer chocolate ou doces leva ao diabetes”. O que aumenta o risco de diabetes para aqueles predispostos geneticamente é o ganho de peso, e não o tipo de alimento, sendo assim, uma alimentação com excesso de calorias e qualidade ruim, pode levar ao diabetes.

2. “Usar insulina vicia. A insulina é um hormônio muito útil para controle de uma parcela dos pacientes e não causa qualquer vício.

3. “Todo paciente com diabetes vai perder a visão”. Com o bom controle da doença, os pacientes podem ficar livres dessa complicação ou tê-la de forma leve sem comprometer a visão.

4. “Diabetes é contagioso”. O diabetes não é contagioso de forma alguma.

5. “Diabetes tem cura”. Não há cura, mas sim um excelente controle com ótimos resultados e nenhum prejuízo a saúde.

Bibliografia

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Aviso

A informação contida neste material não deve ser usada para diagnosticar ou prevenir doenças sem a opinião de um especialista. Antes de iniciar qualquer tratamento, procure um médico. 


 

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